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Coimbra entre livros, vinho e memórias: Casa da Escrita prepara um setembro cheio de histórias
A programação de setembro cruza literatura, vinho, arte e memória de Coimbra, com propostas que vão levar o público também para fora das paredes da Casa da Escrita.
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Há lugares em Coimbra onde os livros não ficam apenas nas estantes. Em setembro, a Casa da Escrita transforma-se num ponto de encontro entre palavras, vinho, arte e algumas das histórias que fazem parte da identidade da cidade.
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Depois de um verão marcado pelo acolhimento de iniciativas da programação do Município de Coimbra, o espaço retoma agora a programação própria com várias propostas ao longo do mês.
O arranque acontece já esta quinta-feira, 3 de setembro, às 18h30, com uma sessão dedicada à obra de Augusto Baptista. “Entre Riscos e Palavras – um autor. Viagem de Júlio Roldão pelas escritas de Augusto Baptista” apresenta diferentes dimensões do trabalho do autor, entre texto, fotografia e desenho.
A sessão inclui a apresentação de “O Encantador de Sereias” e “ENIgMATÓgRAFO” e termina com a inauguração da exposição “Garrafas”, que reúne 16 ilustrações de Augusto Baptista e pode ser visitada até 26 de setembro. O programa termina com uma degustação de espumante da Adega Cooperativa de Souselas.
A ligação entre literatura e vinho mantém-se ao longo do mês. A 11 de setembro, Pedro Rodrigues apresenta “Pão, Azeite e Vinho”, publicação dedicada a três produtos com forte presença na cultura alimentar portuguesa e distinguida nos Gourmand World Cookbook Awards.
No dia 17, é a vez da performance poética “Na Língua O Vinho Fala”, de Miguel Gouveia, que reúne textos nacionais e estrangeiros sobre o vinho, entre prosa e poesia. A sessão termina com uma degustação de vinhos do SOMM Wine Atelier, comentada por um escanção da Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
Também a apresentação de “Marquesa de Alorna”, de Maria João Lopo de Carvalho, marcada para 24 de setembro, terá uma componente vínica. A degustação dos vinhos Marquesa de Alorna será comentada pelo enólogo José Miguel Meneses de Almeida.
Uma das propostas que mais aproxima a programação da cidade acontece através da Cooperativa Bonifrates.
A 19 e 26 de setembro, os participantes vão percorrer ruas da Alta e da Baixa de Coimbra à procura das casas onde ficaram “testemunhos de vida” e das ligações entre os poetas e os espaços que habitaram.
O primeiro itinerário parte da Biblioteca Joanina, no dia 19, às 15h30. O segundo começa na Igreja de Santa Cruz, a 26 de setembro, também às 15h30. Ambos terminam na Casa da Escrita.
O espaço acolhe ainda, entre 21 e 26 de setembro, uma masterclass de violoncelo integrada no VI Festival de Violoncelo À Corda, orientada por Jacob Shaw.
É, contudo, no final do mês que a programação se cruza de forma mais direta com uma das marcas da vida estudantil de Coimbra.
A 29 de setembro, às 18h30, é inaugurada “A Janela Ainda Existe”, de Matteo Losurdo, uma exposição dedicada às Repúblicas de Coimbra.
O projeto resulta de uma pesquisa de campo que junta fotografia e investigação histórica e reúne imagens atuais do fotógrafo, bem como fotografias de arquivo cedidas pelas próprias Repúblicas e pelo Museu Académico de Coimbra.
A exposição estará patente até 30 de outubro e coloca dentro da Casa da Escrita uma parte da memória de Coimbra que continua viva nas suas casas estudantis autogeridas.
Entre livros, vinho, música e fotografia, setembro acaba assim por contar várias histórias da cidade — algumas através da literatura, outras através dos lugares e das pessoas que ajudaram a construir a identidade de Coimbra.
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