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Chico Buarque dá quatro espetáculos em Portugal no próximo ano

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O cantor e escritor brasileiro Chico Buarque vai atuar em Portugal em 2023, com dois espetáculos no Campo Pequeno, em Lisboa, e outros dois no Super Bock Arena, no Porto, foi hoje anunciado.

“O músico sobe ao palco do Super Bock Arena nos dias 26 e 27 de maio e atua no Campo Pequeno, nos dias 1 e 2 de junho. A nova ‘tour’ do compositor terá como convidada Mônica Salmaso em ambas as cidades”, adiantou a promotora dos espetáculos Everything Is New em comunicado.

O vencedor Prémio Camões em 2019, que vem a Portugal receber o galardão, vai apresentar “Que tal um Samba”.

De acordo com a Everything Is New, o novo espetáculo promove um passeio pela obra de décadas do Chico Buarque, que reúne composições há muito não apresentadas e outras mais recentes.

“Os saltos temporais acontecem de maneira fluida, como se as canções tivessem sido escritas agora”, acrescentou.

Os bilhetes para os quatro espetáculos já se encontram à venda com preços que variam entre os 35 e os 120 euros.

A promotora lembrou ainda que “apenas são válidos os bilhetes adquiridos nos pontos de venda oficiais”, aludindo o público a não adquirir bilhetes em ‘sites’ de mercado secundário.

Chico Buarque, escritor, compositor e cantor de 78 anos vai aproveitar a ocasião para receber o Prémio Camões com o qual foi distinguido em 2019, disse à Lusa o agenciamento do artista questionado pela agência Lusa.

A entrega do Prémio Camões 2019 tem sido atribulada, pois já antes do adiamento devido à pandemia, em outubro daquele ano, cinco meses depois de ser conhecido o vencedor, o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixou claro que poderia não assinar o diploma de atribuição do prémio.

O diploma de atribuição do prémio é assinado pelos presidentes da República de Portugal e do Brasil.

Na altura, Bolsonaro avisou, citado pelo jornal Folha de São Paulo, que não tinha essa assinatura entre as suas prioridades, atirando-a para o termo de um eventual segundo mandato, em 31 de dezembro de 2026: “Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”.

Em 2019, em resposta a Bolsonaro, Chico Buarque publicou na sua conta no Instagram: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prémio Camões”.

Chico Buarque, que enfrentou a ditadura militar (1964-1985) e detém um percurso de mais de meio século nas letras e na música, é um apoiante do Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, foi desde o início crítico do governo de Jair Bolsonaro.

O valor total do prémio Camões é de 100 mil euros, divididos entre Brasil e Portugal.

Para o júri do Prémio Camões, a maior distinção literária de língua portuguesa, a escolha de Chico Buarque deve-se à sua “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações”, e o “caráter multifacetado” do seu trabalho, da poesia, ao teatro e ao romance, estabelecendo-se como “referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”.

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