Trocar de operador, usar dois números no mesmo telefone ou ter internet móvel durante uma viagem sem se preocupar com o roaming são algumas das vantagens que o eSIM veio trazer
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Menos plástico, mais segurança
Durante muitos anos, trocar de operador implicava ir a uma loja comprar um cartão de plástico e inseri-lo numa pequena ranhura, com a ajuda de um clipe. No entanto, a chegada dos eSIM está a acabar aos poucos com essa prática, até porque se prevê que a penetração global de smartphones com esta tecnologia duplique este ano.
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Mas, afinal, o que é um eSIM e como funciona? Imagine um SIM sem cartão físico. O utilizador descarrega e ativa digitalmente o perfil do operador, o que pode ser feito de diferentes formas: através de um código QR, de uma aplicação ou de uma transferência direta entre dispositivos.
No caso do iPhone, por exemplo, a Apple permite configurar um eSIM durante a instalação do equipamento ou posteriormente, através das definições. Em qualquer aparelho, o resultado é o mesmo que nos cartões tradicionais, só que neste caso o telemóvel liga-se à rede móvel sem que seja preciso inserir um cartão físico. É mais prático e não corre o risco de o perder.
Mudar de provedor com um clique
A vantagem mais evidente dos eSIM é também a mais simples de explicar: não existe um cartão físico que seja necessário produzir, enviar, transportar ou substituir. Para o consumidor, é menos uma peça para guardar e menos uma preocupação quando troca de telemóvel.
Se perder o equipamento, não precisa de retirar o eSIM, como faria com um cartão tradicional. Basta instalá-lo digitalmente no novo dispositivo, com a vantagem de não correr o risco de danificar um SIM físico e ficar sem comunicar.
Outra vantagem prática dos cartões digitais é a possibilidade de guardar vários perfis, o que facilita a separação entre números pessoais e profissionais ou a partilha do mesmo telemóvel durante uma viagem.
Foi por todas estas vantagens que as operadoras nacionais escolheram esta solução quando foram confrontadas este inverno com milhares de pessoas em completo isolamento, devido aos efeitos do mau tempo. A proposta foi de disponibilizar às populações afetadas um acesso eSIM, facilitando a vida a quem estava sem conseguir contactar os familiares ou receber notícias.
Uma pequena revolução para quem viaja
É nas viagens que a mudança pode ser mais evidente, e esse é também o motivo que leva a maior parte dos compradores a optar por um eSIM. Em vez de procurar uma loja no aeroporto, comprar um cartão local e retirar o SIM habitual do telemóvel, é possível adquirir um plano digital com antecedência e ativá-lo logo que chega ao destino.
Esta opção permite-lhe manter o seu número habitual e utilizar um segundo número para dados móveis no destino, dependendo do equipamento e do plano que escolher. Para evitar tarefas de roaming inesperadas, os viajantes podem ligar-se desta forma a operadoras locais e comunicar sem a ameaça de receber uma fatura pesada à chegada.
O eSIM não pode ser roubado, e o plano de dados adapta-se à viagem. Se vai a Nova Iorque para uma escapadinha de uma semana, não vale a pena pagar um cartão mensal para comunicar.
O cartão físico está mesmo a desaparecer?
Em Portugal, ainda existem muitos equipamentos que não estão preparados para a mudança, sobretudo os mais antigos. Mas a tendência é clara: neste momento, os fabricantes de alguns países estão a comercializar telemóveis sem suporte para cartão físico, e outros estão em vias disso.
Ao contrário do que aconteceu com outras mudanças tecnológicas, os cartões de plástico nos telemóveis não serão substituídos de imediato, mas passarão por uma transição gradual. À medida que cada vez mais fabricantes e operadores adotam a tecnologia, o cartão físico torna-se cada vez mais dispensável. O ambiente agradece e os consumidores ficam com opções mais práticas quando viajam e até no dia a dia.
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