Um estudo realizado por investigadores do Reino Unido e do Irão está a alertar para a possível libertação de microplásticos e nanoplásticos durante a preparação de chá em saquetas, um fenómeno que poderá representar riscos para a saúde dos consumidores.
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De acordo com a investigação, divulgada pelo Daily Mail e citada pela CMTV, cada utilização de um saquinho de chá poderá resultar na ingestão de milhares de milhões de partículas microscópicas de plástico, que podem ser libertadas quando o produto entra em contacto com água quente.
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Os investigadores analisaram diferentes tipos de saquetas de chá e identificaram a presença de microplásticos e nanoplásticos visíveis ao microscópio. Segundo os dados recolhidos, alguns sacos podem conter até 1,3 mil milhões de partículas de plástico, valor que pode aumentar significativamente quando o chá é preparado, podendo atingir cerca de 15 mil milhões de partículas por chávena.
Os cientistas explicam que a elevada temperatura da água contribui para a fragmentação dos materiais, levando à libertação de partículas ainda mais pequenas, que podem ser ingeridas.
Embora os efeitos a longo prazo ainda não estejam totalmente esclarecidos, os investigadores referem que a exposição a este tipo de partículas tem sido associada a potenciais riscos para a saúde, incluindo doenças com origem cancerígena.
A origem desta contaminação poderá estar tanto nos materiais utilizados na embalagem das saquetas como no próprio processo de fabrico.
Perante estas conclusões, os especialistas sugerem algumas medidas para reduzir a exposição a microplásticos, como optar por chá avulso, escolher marcas que utilizem saquetas de papel ou evitar produtos com componentes plásticos.
Outras recomendações incluem enxaguar as saquetas antes da infusão, utilizar água filtrada e evitar aquecer o chá no micro-ondas.
O alerta ganha maior relevância tendo em conta que, no Reino Unido, cerca de 84% da população consome chá diariamente, o que torna esta possível exposição um tema de interesse público significativo.
Os investigadores sublinham, no entanto, que continuam a ser necessários mais estudos para compreender o impacto real destas partículas no organismo humano.
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