A Casa da Escrita está a viver uma nova fase e os números não deixam margem para dúvidas.
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Até ao final de agosto de 2026, o equipamento cultural municipal recebeu 1.802 visitantes e participantes nas suas iniciativas, mais 1.310 pessoas do que no mesmo período do ano passado, quando tinha registado apenas 492.
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O crescimento é de 266,3 por cento, o que significa que o número de visitantes mais do que triplicou.
Os dados foram revelados esta segunda-feira, 7 de setembro, pela vereadora da Cultura, Margarida Mendes Silva, durante a reunião do executivo. Segundo a autarca, este aumento acompanha “um novo ciclo” para a Casa da Escrita, que pretende devolver ao espaço “uma maior centralidade enquanto lugar de cultura, de criação, de reflexão e de partilha de conhecimento”.
A mudança tem passado por uma programação mais regular e diversificada. Literatura, pensamento, música, cinema, artes visuais e atividades para os mais novos têm convivido num calendário que procura atrair diferentes públicos e fazer regressar o equipamento à sua vocação original.
“A evolução registada até agosto confirma uma tendência de crescimento da atividade e da participação na Casa da Escrita”, destacou Margarida Mendes Silva, sublinhando que os resultados refletem o impacto de “uma programação mais regular, diversificada e aberta a diferentes parceiros e públicos”.
Durante os meses de verão, o jardim da Casa da Escrita ganhou particular protagonismo. Concertos com jovens talentos, a iniciativa “Mercearia dos Livros”, o programa infantojuvenil “Casa da Escrita – Onde as histórias espreitam!” e sessões de cinema ao ar livre integradas no “Verão a Dois Tempos” ajudaram a reforçar a dinâmica do espaço.
No campo das exposições, um dos destaques foi “Este livro de reles estofo – A censura à literatura durante o Estado Novo”, realizada em parceria com a associação Ephemera, bem como “LoveSong”, do fotógrafo português Álvaro Rosendo.
Para a vereadora da Cultura, a aposta passa agora por consolidar o caminho iniciado este ano. O objetivo é afirmar a Casa da Escrita como “um espaço cultural vivo, de encontro e de participação”, reforçando a ligação à cidade e aos seus públicos.
Com novos projetos previstos para os próximos meses, tudo indica que a recuperação da Casa da Escrita não é apenas um fenómeno passageiro. Pelo contrário: o histórico espaço cultural de Coimbra parece ter reencontrado o seu lugar no mapa cultural da cidade.
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