O brasileiro Carlos Prates parou o ex-campeão Jack Della Maddalena no terceiro round do UFC Perth por nocaute técnico e se declarou desafiante número um do peso meio-médio com apostas movimentando a divisão
Carlos Prates entrou na RAC Arena de Perth como desafiante número 5 do ranking e saiu de lá reivindicando o posto de principal candidato ao cinturão. O nocaute técnico sobre o ex-campeão Jack Della Maddalena no terceiro round, no último sábado 2 de maio, reposicionou o brasileiro na conversa da divisão de um jeito que nenhuma decisão por pontos conseguiria. Se você acompanhou o card ao vivo, conferiu análises em sites especializados ou utilizou plataformas como https://1xbet.gw/pt para acompanhar mercados ligados ao evento, notou como a performance do paulista gerou repercussão imediata entre os analistas do esporte. As apostas nos favoritos do peso meio-médio do UFC mudaram de patamar da noite para o dia. O card aconteceu na RAC Arena com capacidade para 15.300 pessoas, todas empurrando o australiano. Prates não se importou.
O Que Aconteceu Round por Round em Perth
A luta contou três capítulos muito distintos. Os highlights ajudam a entender melhor a sequência do terceiro round, porque a descrição não faz justiça ao que aconteceu.
Primeiro Round e o Controle da Distância
Prates impôs sua trocação desde os primeiros segundos. Manteve a distância longa, variando chutes baixos com diretos à distância, e impediu Della Maddalena de encontrar o alcance para o boxe curto que o tornou campeão. O calf kick virou arma principal logo nos primeiros 90 segundos, acumulando dano na perna de apoio do australiano e limitando a movimentação lateral que JDM usa para entrar no bolso de trocação curta. O australiano tentou encurtar, mas cada avanço encontrou um contra-ataque limpo. Ao final do round, os scorecards parciais já pendiam para o brasileiro.
Segundo Round e a Reviravolta Parcial
Della Maddalena voltou diferente para o segundo. Conseguiu uma queda cedo, ameaçou uma finalização e conectou socos pesados no clinch. Por quase dois minutos, o ex-campeão controlou o ritmo e parecia ter encontrado a receita. O ground game de JDM, que raramente aparece nas suas lutas, surpreendeu parte da audiência. Ele ameaçou uma guilhotina, rodou para as costas e manteve Prates preso no chão por tempo suficiente para ganhar o trecho nos scorecards.
Aí Prates virou a chave. Na segunda metade do round, o brasileiro dominou em pé, abalou Della Maddalena com combinações duras e o derrubou com um chute baixo devastador poucos segundos antes do soar do gongo. O australiano voltou para o corner cambaleando. Aquela imagem de JDM andando sem firmeza até o banquinho já adiantava o que viria nos próximos minutos.
Terceiro Round e o Nocaute
Noventa segundos bastaram. Um joelho certeiro colocou Della Maddalena no chão pela primeira vez no round. Quando se levantou, um chute alto contornou a guarda alta e conectou na lateral do crânio. Outro chute baixo o derrubou de vez. Prates seguiu com ground and pound até o árbitro parar a luta aos 3 minutos e 17 segundos. Performance da Noite garantida. O detalhe técnico que separou esse round dos anteriores foi a variedade de armas. Joelho, chute alto, chute baixo e ground and pound num intervalo de 90 segundos. Poucos meio-médios no ranking atual mostram esse leque de ferramentas ofensivas num espaço de tempo tão curto.
O Cartel de Carlos Prates e a Trajetória até Perth
Se você acompanha o UFC desde o Contender Series, lembra que Prates chamou atenção justamente pelo estilo agressivo e pela capacidade de finalizar lutas cedo. O paulista veio do Muay Thai competitivo antes de migrar para o MMA, e essa base explica a fluidez entre chutes, joelhos e socos que apareceu com tanta clareza em Perth. A formação no Chute Boxe Diego Lima, um dos campos de treinamento mais reconhecidos do cenário brasileiro, deu a Prates acesso a sparrings.
Dos primeiros quatro combates no octógono, todos terminaram por nocaute ou finalização. A única derrota veio por decisão contra Ian Machado Garry em abril de 2025, num duelo tático onde Prates teve dificuldade para encontrar a distância contra o jab longo do irlandês. A derrota ensinou. Quem acompanhou os camps seguintes percebeu mudanças na postura de luta, com stance mais curta, movimentação mais lateral e uma atenção ao jab defensivo que não existia antes de Garry.
Números da Carreira no UFC
- Cartel geral após Perth é de 24 vitórias e 7 derrotas
- 5 vitórias em 6 lutas no octógono, com 4 finalizações
- Ranking pré-luta era o 5º do peso meio-médio
- Bônus de Performance da Noite conquistado pelo nocaute sobre Della Maddalena
- Contrato originado no Dana White’s Contender Series há três anos
- Base de Muay Thai com formação no Chute Boxe Diego Lima
A vitória em Perth foi a mais importante da carreira por dois motivos. Primeiro, aconteceu na casa do adversário, com 15 mil torcedores australianos empurrando Della Maddalena. Segundo, o rival era um ex-campeão em busca de reabilitação num card caseiro.
Della Maddalena e o Que a Derrota Significa
Jack Della Maddalena acumulou sete vitórias consecutivas no UFC antes de perder o cinturão. Cinco dessas sete vieram por finalização. O australiano conquistou o título dos meio-médios ao vencer Belal Muhammad em maio de 2025, mas segurou o cinturão por poucos meses antes de ser superado na defesa seguinte. Perth era o cenário ideal para a reabilitação: card caseiro, público lotado e um adversário que ele teoricamente poderia enfrentar bem no boxe curto.
O plano não funcionou. A trocação longa de Prates neutralizou o principal atributo de JDM, e o dano acumulado pelos chutes baixos nos dois primeiros rounds comprometeu a mobilidade que o australiano precisa para pressionar. Depois de Perth, Della Maddalena cai para uma posição onde a próxima luta precisa ser contra um adversário de ranking inferior para evitar uma espiral descendente na divisão.
O Cenário do Peso Meio-Médio Depois de Perth
O peso meio-médio do UFC vive uma fase incomum. O cinturão mudou de mãos recentemente, e a divisão passou a ter uma fila de desafiantes com mais perguntas do que certezas. As apostas na categoria refletem essa incerteza, com linhas que se movem a cada card.
Quem Está na Fila do Peso Meio-Médio
- Ian Machado Garry é o provável próximo desafiante, vindo de vitória sobre Shavkat Rakhmonov no UFC 310, mas sem anúncio oficial
- Shavkat Rakhmonov estava invicto em 19 lutas e era favorito ao cinturão, mas uma nova cirurgia no joelho o tirou de boa parte de 2026, com retorno previsto para o segundo semestre
- Joaquin Buckley vem de seis vitórias consecutivas na divisão, incluindo resultados contra Vicente Luque, Stephen Thompson e Colby Covington
- Sean Brady perdeu por nocaute para Michael Morales no UFC 322, saindo da conversa por cinturão no curto prazo
Prates entendeu perfeitamente o vácuo. No microfone pós-luta, o brasileiro foi direto ao afirmar que se considera o desafiante número um da divisão e que pretende enfrentar o vencedor da próxima disputa pelo topo da categoria. O acesso rápido às transmissões ao vivo do UFC em qualquer melhor site de apostas online mostra como a comunidade de fãs reagiu, os movimentos nas linhas de apostas do meio-médio foram visíveis já na madrugada de domingo.
O Que Vem pela Frente Para Carlos Prates
O calendário do UFC para o restante de maio já está cheio. UFC 328 no sábado 9 traz Chimaev contra Strickland pelo cinturão dos médios. No dia 16, o evento da Netflix estreia com Rousey contra Carano e quatro brasileiros no card, incluindo Philipe Lins, Júnior Cigano, Adriano Moraes e Aline Pereira Silva. No dia 31, Deiveson Figueiredo volta ao octógono em Macau contra Song Yadong.
O nome de Prates ainda não apareceu em nenhum anúncio de próximo combate. As apostas giram em torno de dois cenários: o UFC pode encaixar o brasileiro contra Buckley num duelo eliminatório claro, uma luta que faria sentido pelo ranking e pela narrativa de dois lutadores em ascensão que ainda não se cruzaram; ou pode esperar a próxima definição no topo da categoria para oferecer a Prates uma disputa de cinturão, que é o que o próprio brasileiro pediu no microfone pós-luta. Ambas as opções exigem que o brasileiro mantenha o ritmo de atividade dos últimos 12 meses.
A transmissão do UFC em território brasileiro continua pelo Paramount+, que cobre todos os cards principais e preliminares. Se você ainda não assistiu os melhores momentos de Perth, os highlights estão disponíveis no canal oficial do UFC no YouTube. A próxima vez que Prates entrar no octógono, a audiência brasileira vai estar prestando atenção de um jeito diferente.
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