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Desporto

Câmara de Coimbra “enterra” 100 000 euros no Campeonato do Mundo de Enduro 

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O executivo da Câmara Municipal (CM) de Coimbra vai analisar e votar, na sua reunião de segunda-feira, uma proposta de atribuição de um apoio financeiro no valor de 100.000 euros à Federação de Motociclismo de Portugal para a realização do Campeonato do Mundo de Enduro nos próximos dias 01, 02 e 03 de julho, em Souselas.

Trata-se de um evento de âmbito mundial, que reúne os melhores pilotos e equipas da especialidade. Coimbra vai acolher mais de 120 pilotos de 20 nacionalidades diferentes e espera-se que, somando a esses os elementos das suas equipas e do staff, a região recebe cerca de 600 pessoas vindas do estrangeiro. Espera-se, ainda, grande afluência de público ao longo dos três dias, numa estimativa total de 10 mil espetadores, argumenta a edilidade

“Coimbra vai receber a quarta prova do Campeonato do Mundo de Enduro, de 01 a 03 de julho, num evento que deverá levar até ao concelho 120 pilotos e 10 mil espetadores ao longo dos três dias de prova na União de Freguesias de Souselas e Botão. Um evento com grande impacto na economia da região, já que se estima que, a partir das terça-feira anterior ao evento, a região acolha cerca de 600 pessoas vindas do estrangeiro. É ainda expetável uma grande afluência de público ao longo dos três dias do evento, que deverá superar os 10 mil espetadores, e uma forte divulgação nos meios de comunicação da especialidade, com estudos a apontarem um alcance superior a 12 milhões de pessoas” justifica a autarquia.

A Câmara afiança que o evento vai, assim, reunir os melhores pilotos e equipas da especialidade, garantindo um espetáculo de Enduro do mais alto nível. Em competição vão estar as principais categorias, nomeadamente Enduro GP, Enduro 1, Enduro2, Enduro3, Junior1, Junior2, Youth Cup, Open Senior, Open2t, Open 4t e Open Nacional, contando igualmente quatro provas pontuáveis para o Campeonato do Mundo de Senhoras.

A prova terá uma superespecial no dia 01 de julho, entre Souselas e Botão, seguindo-se nos dois dias seguintes a prova internacional, com um percurso de 50 a 55 quilómetros, que irá passar por diversos pontos do concelho, contando com três zonas de espetáculo (duas em Souselas e uma em Ponte de Vilela), explicou o diretor da prova Coimbra/Souselas, Nuno Cação, também do Alhastro Clube de Todo-o-Terreno (ACTT), associação que organiza o evento, na conferência de imprensa de apresentação do evento.

Nessa mesma conferência, que decorreu no dia 3 de maio no Salão Nobre dos Paços do Município, o presidente da CM de Coimbra, José Manuel Silva, destacou a importância da projeção do nome e da imagem da cidade através desta grande prova internacional no concelho, realçando que esta competição mostra também a capacidade do município “para trazer a organização de grandes eventos”. Já o vereador do Desporto, Carlos Lopes, afirmou que espera que este evento seja “o início de um futuro promissor de Coimbra nesta área”. O responsável realçou ainda que a preocupação ambiental com a prova também está em cima da mesa, estando a ser preparado um plano de reflorestação em conjunto com a junta de freguesia e a organização do evento.

Nuno Cação sublinhou que o acolhimento de uma prova do Campeonato do Mundo surge depois de Souselas já ter recebido várias provas nacionais. “Havia a ambição do presidente da junta [de Souselas e Botão] de ter um evento internacional aqui. Havia um plano para nos próximos dois ou três anos termos uma prova do Campeonato da Europa, mas este ano houve alterações no Campeonato do Mundo e surgiu esta possibilidade e resolvemos agarrar”, explicou. “A caminhada foi longa”, recordou o presidente da União de Freguesias de Souselas e Botão, Rui Soares, referindo que só é possível acolher a prova internacional porque o executivo que lidera a autarquia mudou.

Já o diretor de corrida do Campeonato do Mundo, Pedro Mariano, realçou o impacto que uma prova destas poderá ter na economia local, recordando que os estudos feitos em 2009, aquando dos Olímpicos de Enduro na Figueira da Foz, estimavam uma entrada de “180 mil euros diários” durante a competição. “O Mundial se calhar será um terço desse valor, mas o gasto que pode haver está longe do retorno que a cidade e região poderão ter”, frisou.

A prova é organizada pelo ACTT e administrada e gerida pela Federação Internacional de Motociclismo.

 

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