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Câmara de Coimbra avança com obra de estabilização da Cerca de Santo Agostinho

Notícias de Coimbra com Lusa | 4 semanas atrás em 13-04-2026

A Câmara de Coimbra iniciou hoje as obras de estabilização da Cerca de Santo Agostinho após o deslizamento de terras ocorrido em fevereiro, que provocou danos na zona da Couraça dos Apóstolos e da Rua da Fonte Nova.

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A obra visa remover os detritos resultantes do colapso, proceder ao reperfilamento do talude e executar uma contenção provisória no muro da Rua da Fonte Nova, permitindo reduzir o risco e repor condições de segurança numa zona particularmente sensível do centro histórico, anunciou hoje a autarquia, em comunicado.

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A obra, adjudicada à empresa Teixeira Duarte, Engenharia e Construções representa um investimento de 190.800 euros (IVA incluído) e tem um prazo de execução estimado de cinco semanas.

O deslizamento, ocorrido a partir de 07 de fevereiro, foi provocado por episódios de precipitação intensa associados à depressão Kristin, tendo originado o colapso de muros de contenção, o desalojamento temporário de moradores e a interdição de vias e equipamentos, incluindo o Mercado Municipal D. Pedro V.

“Face à gravidade da situação e à necessidade de intervenção urgente para salvaguarda de pessoas e bens, o município avançou com esta empreitada ao abrigo de um regime excecional, que permite acelerar a execução de trabalhos em contexto de emergência”, refere o comunicado.

A intervenção, com um prazo de execução estimado de cinco semanas, constitui uma medida de estabilização imediata, a que se seguirá uma solução definitiva de requalificação da encosta e reposição das condições de normalidade na zona afetada.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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