Portugal
Buldogue francês “arranca” dedo ao dono e homem passa 25 horas de inferno em 3 hospitais
Imagem: Imagem de arquivo
Um homem, de 35 anos, teve de enfrentar um longo e desgastante percurso hospitalar, que envolveu mais de 25 horas de espera, cerca de 600 quilómetros de deslocações e passagem por três unidades de saúde diferentes, após sofrer uma lesão grave no pé provocada pela própria cadela.
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O incidente aconteceu por volta das 22:00 do dia 12, em Tavira, durante um jantar de aniversário em casa da vítima, que se encontrava com a família. De acordo com o Correio da Manhã, o buldogue francês terá reagido de forma agressiva e mordido o dono, provocando a amputação da primeira falange de um dos dedos do pé esquerdo. O fragmento foi colocado em gelo e o INEM acionado de imediato.
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Apesar da rapidez do alerta, o processo clínico revelou-se prolongado e complexo. A ambulância demorou cerca de 50 minutos a chegar ao local e o doente só foi admitido no Hospital de Faro já perto da meia-noite. Após avaliação inicial, foi decidido o seu encaminhamento para Lisboa, indica o mesmo jornal.
O paciente foi transferido para o Hospital de São José, onde chegou durante a madrugada, sendo posteriormente informado de que deveria ser encaminhado para o Hospital de Santa Maria, para onde seguiu pouco depois. Já neste terceiro hospital, recebeu triagem com pulseira laranja, a indicar situação muito urgente, mas acabou por esperar várias horas até ser observado.
Os exames confirmaram que não era possível reimplantar a parte amputada do dedo. Ainda assim, foi decidido que seria necessária uma intervenção cirúrgica no local de origem, ou seja, no Hospital de Faro.
Devido à ausência de transporte disponível, o regresso ao Algarve apenas ocorreu ao final da tarde, cerca das 20:00. A cirurgia teve início por volta das 23:15 e foi realizada por um médico que já tinha acompanhado o caso desde a primeira admissão nas urgências. O doente acabou por ter alta já na madrugada do dia 14.
Em declarações ao CM, o homem descreveu o episódio como “uma experiência horrível” e de grande desgaste físico e emocional.
Na sequência do ocorrido, apresentou queixa contra o Hospital de Faro, alegando que a transferência inicial para Lisboa não teria sido clinicamente necessária, considerando que esse procedimento agravou o seu percurso entre unidades hospitalares. O paciente admite ainda poder avançar com novas queixas relativamente aos hospitais de São José e Santa Maria.
Segundo o mesmo jornal, o Hospital de Faro não prestou esclarecimentos quando contactado.
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