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“ÁS DA CONCERTINA” “DESAFINA” E “JOGA” COM A JUSTIÇA NO TRIBUNAL: ESTÁ ACUSADO DE PLÁGIO

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 mês atrás em 20-04-2026

Imagem: Facebook

Ricardo Ferreira, conhecido artisticamente como o ‘Ás da Concertina’, vai começar a ser julgado na próxima semana por estar acusado de plagiar várias canções pertencentes a uma antiga aluna das suas aulas de concertina.

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De acordo com a acusação do Ministério Público, a que o Correio da Manhã teve acesso, o músico terá registado na Sociedade Portuguesa de Autores o álbum intitulado Radar, incluindo músicas e letras que alegadamente não seriam da sua autoria. No total, estarão em causa seis temas que terão sido copiados da compositora.

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Entre as músicas referidas encontra-se “O Problema do Ricardo”, registada pelo arguido em dezembro de 2019 e posteriormente incluída na banda sonora da novela Festa é Festa, da TVI. Contudo, segundo a acusação, a obra já teria sido previamente registada por Maria Júlia Ferreira.

O Ministério Público sustenta que o arguido terá agido de forma consciente e deliberada, sabendo que a sua conduta era proibida por lei. A acusação refere que Ricardo Ferreira terá utilizado indevidamente a estrutura musical e as letras originais, obtendo composições consideradas reproduções do trabalho da autora, sem características próprias que lhes conferissem originalidade, dá conta aquele jornal.

Na sequência da denúncia apresentada por Júlia Ferreira, a Inspeção-Geral das Atividades Culturais realizou uma perícia técnica às obras em causa. Das dez músicas analisadas, seis terão apresentado indícios de cópia. Entre elas estão temas como “A Gata Marota”, “Quem dança é muito mais feliz” e “Põe os braços no ar”, cujas letras seriam praticamente idênticas às originais, apresentando apenas pequenas alterações em tempos verbais ou algumas expressões.

Segundo o Ministério Público, o arguido não possuía qualquer autorização formal da autora para utilizar, reproduzir, distribuir ou executar as obras musicais. A acusação acrescenta ainda que Ricardo Ferreira terá introduzido alterações nos ritmos e melodias das composições, apresentando-as como criações próprias, com o objetivo de retirar benefícios da sua exploração comercial, pode ler-se na notícia.

As músicas terão sido reproduzidas, distribuídas e divulgadas, incluindo através da plataforma YouTube e da transmissão televisiva na novela da TVI.

O julgamento tem início marcado para a próxima quarta-feira, 22 de abril.

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