Entre pedaços de madeira, ferramentas e muita criatividade, Armindo dedica os tempos livres a criar pequenas peças à mão. O que começou como um hobby acabou por levá-lo a várias feiras da região, onde mostra e vende o trabalho que faz em casa.
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A paixão pela madeira já vem de há vários anos. Antes de começar a dedicar-se a este tipo de artesanato, Armindo trabalhou sobretudo com ferro, mas decidiu experimentar um material diferente.
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“Sempre tive paixão por madeira. Sempre trabalhei em ferro, fui ferreiro. Depois comecei a trabalhar um bocadinho, pequenino, pequenino”, contou ao Notícias de Coimbra.
Natural de Vila Cova do Alva, foi precisamente numa pequena feira que surgiu a oportunidade de mostrar pela primeira vez aquilo que fazia.
“Convidaram-me para ir para uma feirinha e fui lá. E daí para a frente, a trabalhar”, recorda.
Hoje, cerca de 15 anos depois, o artesanato continua a ser um passatempo. Aos domingos, em vez de ir para o café, prefere ficar junto das suas ferramentas a criar novas peças.
“Eu aos domingos, em vez de ir para o café, tenho lá as minhas coisinhas, a fazer as coisinhas. Gosto disso”, explica.
Entre as peças que leva para as feiras estão pequenos carros de bombeiros, tratores, ferramentas agrícolas, jogos tradicionais e vários objetos decorativos.
A ligação aos bombeiros também está presente no trabalho. Armindo foi bombeiro durante cerca de 40 anos e decidiu transportar essa memória para a madeira.
“Como também fui bombeiro há 40 anos, tinha que ter um carro de bombeiros”, explica.
Os pequenos veículos são feitos para diferentes ocasiões e feiras. O artesão conta que procura criar um modelo diferente consoante o local onde vai estar presente.
“Faço para cada feira que vou. Faço sempre um carro”, revela.
Além dos carros de bombeiros, há tratores, pequenas ferramentas como enxadas e outras peças inspiradas no mundo rural.
“Um bocadinho de madeira. Sempre foi assim o meu gosto”, resume.
O trabalho inclui ainda brinquedos tradicionais, como peões e matracas, peças para colocar na mesa, quadros e outros objetos.
Nem tudo, contudo, é produzido pelas suas mãos. Em algumas peças, Armindo compra determinados materiais e concentra-se depois na construção do restante objeto.
O artesanato tornou-se, assim, uma forma de ocupar o tempo, mas também de manter viva uma ligação às tradições e aos objetos do quotidiano rural.
Na feira, quem passa pela banca pode encontrar peças pequenas, feitas uma a uma, onde a madeira ganha novas formas pelas mãos de Armindo.
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