No próximo dia 9 de maio, sábado, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em Coimbra, acolhe o Fórum de Arte e Educação do Anozero’26 – Bienal de Coimbra, dedicado ao tema «Escolas: desobedecer a quê?». A iniciativa decorre entre as 9:30 e as 18:30 e propõe um espaço de reflexão crítica sobre práticas educativas contemporâneas.
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«Escolas: desobedecer a quê?» surge como uma provocação que convoca a ideia de uma pedagogia desobediente, aberta e em movimento, lançando pistas e interrogações para o debate. A proposta procura dar lugar a práticas de mediação capazes de tecer relações horizontais e coletivas, fomentando projetos comunitários, formas de convivência criativa em ambientes colaborativos e modos de aprendizagem afetivos, livres e profundamente dialogantes.
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Organizado no âmbito da Bienal, em articulação com o Plano Nacional das Artes, o Fórum reúne investigadores, professores, artistas e mediadores para discutir o papel da educação enquanto campo aberto, experimental e transformador. A partir da noção de pedagogia desobediente, relacional e em constante transformação, convocam-se práticas que promovem relações horizontais, projetos colaborativos e formas de aprendizagem mais participativas.
A sessão de abertura contará com intervenções de Carlos Antunes, diretor do Anozero – Bienal de Coimbra, e de Paulo Pires do Vale, comissário do Plano Nacional das Artes.
Ao longo do dia, o programa inclui conferências, apresentações de projetos escolares, debates e momentos de partilha, com destaque para a conferência «Pedagogia desobediente», por Fernando Hernández-Hernández, professor emérito da Universidade de Barcelona.
Para Fernando Hernández-Hernández, importa questionar o sentido de debater a desobediência na educação escolar numa época em que, como afirma Franco “Bifo” Berardi, «a razão é substituída pela força, a justiça social é desprezada como uma intrusão aberrante na liberdade individual e a ferocidade da competição substitui a lei». Neste contexto, a pedagogia da desobediência constitui um convite a não prefigurar o aluno, o professor e o saber, a questionar a ordem estabelecida e a imaginar outros mundos possíveis.
Serão ainda abordadas experiências concretas de mediação em contexto escolar, residências artísticas e as relações entre território, comunidade e educação.
A comissão organizadora integra António Cerdeira (PNA), Carolina Coelho (Universidade de Coimbra, CEIS20, FPCEUC), Jorge Cabrera (Anozero) e Maria Jorge Ferro (Universidade de Coimbra, FPCEUC).
A participação está sujeita a inscrição prévia, disponível em anozero26.short.gy/forum26 .
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