A lampreia continua a reinar à mesa em Penacova e no Baixo Mondego.
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Mesmo depois do festival gastronómico “Penacova à Mesa”, que reuniu 11 restaurantes do concelho, esta iguaria típica da época mantém-se como uma das mais procuradas pelos apreciadores da cozinha tradicional portuguesa.
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Um dos locais onde o arroz de lampreia continua a atrair clientes é o Restaurante Côta d’Azenha, em Penacova. A casa, com mais de meio século de história, mantém a tradição de servir este prato emblemático do rio Mondego, ao lado de outras sugestões típicas como as enguias fritas e o arroz de míscaros.
Segundo Jorge Côta, gerente do restaurante, este ano há mais disponibilidade do produto. “Este ano há mais lampreia e não é necessário encomendar”, garantiu ao Notícias de Coimbra.
“Uma lampreia pode custar cerca de 130 euros, meia ronda os 70 euros e a dose fica por 37,5 euros”, explica o responsável.
Para Jorge Côta, a qualidade da lampreia depende sobretudo da forma como é preparada.
“A boa lampreia não importa de onde vem, mas do tratamento que tem”, sublinha.
Também em Penacova, o Restaurante O Cortiço é outro dos espaços onde esta especialidade continua a ter destaque na carta. O gerente João Cunha explica que a época começou de forma mais lenta devido às condições do rio Mondego.
“A lampreia demorou a entrar no rio Mondego devido às cheias, mas este ano tem havido”, refere.
No início da temporada, os preços chegaram a ser particularmente elevados. “No início de fevereiro chegou a custar cerca de 195 euros, mas o preço está a baixar”, afirma.
Neste caso, a recomendação é garantir a refeição com antecedência. “O melhor é encomendar”, aconselha João Cunha.
A situação é diferente em Montemor-o-Velho. As cheias que atingiram o Vale do Mondego levaram ao cancelamento da edição de 2026 do Festival do Arroz e da Lampreia – Sabores do Campo e do Rio.
Apesar disso, a lampreia continua a chegar à mesa — ainda que com mais dificuldade. No Restaurante A Moagem do Sabor, a tradição mantém-se viva.
Localizado junto à Ponte da Alagoa, o restaurante prepara o clássico arroz de lampreia com atenção aos sabores tradicionais do Baixo Mondego. No entanto, o prato não aparece todos os dias na carta.
“A lampreia é servida apenas por encomenda”, explica a gerente Mónica Baptista.
A responsável acrescenta que a prioridade é sempre o produto da região.
“Damos sempre prioridade às lampreias do rio Mondego e, por isso, devido às cheias, há poucas.”
Cada dose de arroz de lampreia custa cerca de 55 euros. Para quem prefere outras especialidades do rio, o restaurante também serve pratos típicos como enguias fritas e caldeirada de enguias.
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