Uma chamada telefónica feita por uma amiga de Carlos Castro para a polícia revelou-se determinante para a rápida detenção de Renato Seabra, na sequência do homicídio do cronista social, ocorrido num hotel em Nova Iorque.
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De acordo com a informação divulgada pela CMTV, o episódio aconteceu quando o jovem de Cantanhede deixou o quarto do hotel após o crime e se cruzou com a amiga do cronista. Questionado sobre o paradeiro de Carlos Castro, o jovem terá afirmado que este se encontrava no quarto e que não iria sair, recusando-se atender outras pessoas.
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Pouco depois, o suspeito abandonou o local, apanhou um táxi e dirigiu-se a um hospital, onde viria a ser detido pelas autoridades.
A atitude do jovem levantou suspeitas à amiga de Carlos Castro, que contactou de imediato a polícia e forneceu informações consideradas essenciais para a identificação de Renato Seabra como principal suspeito. A rápida comunicação permitiu às autoridades agir em pouco tempo, culminando na sua detenção pouco depois da chegada ao hospital, escreve o mesmo jornal.
Segundo a mesma fonte, caso tivesse conseguido abandonar o país, o desfecho judicial poderia ter sido diferente, uma vez que a extradição não seria garantida nas mesmas circunstâncias.
O homicídio de Carlos Castro aconteceu há 15 anos, num quarto de hotel em Nova Iorque, nos Estados Unidos, após uma viagem que incluía a celebração da Passagem de Ano em Times Square. O corpo do cronista foi encontrado sem vida, após uma discussão com Renato, na altura com 21 anos.
O caso chocou a opinião pública pela violência associada ao crime e pela relação entre ambos, marcada por uma diferença de idades significativa.
Renato foi condenado a prisão perpétua, com possibilidade de liberdade condicional após o cumprimento de 25 anos de pena. A próxima avaliação está prevista para setembro de 2035.
Caso seja libertado, poderá regressar a Portugal, onde vivem familiares próximos, incluindo a mãe e a irmã mais velha.
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