Há tradição conventual de Coimbra e Tentúgal no pódio do Concurso OVO D’OURO 2026.
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O Pudim das Clarissas, produzido em Coimbra, conquistou o primeiro lugar, enquanto a Maminha de Freira e o Pastel de Tentúgal também foram distinguidos.
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Há doces que já fazem parte da história gastronómica da região e agora têm também medalhas para o provar. O Pudim das Clarissas, produzido pela Tertúlia Popular, em Coimbra, conquistou o 1.º lugar do Concurso OVO D’OURO 2026, numa edição em que a doçaria conventual da região dominou o pódio.
O concurso decorreu a 17 de setembro, no CNEMA, em Santarém, e pretende reconhecer produtos agroalimentares e pratos gastronómicos em que o ovo ou os ovoprodutos assumem um papel principal, incluindo tanto receitas tradicionais como criações inovadoras.
E o resultado deste ano é particularmente saboroso para Coimbra e para a região.
O Pudim das Clarissas, da Tertúlia Popular, Lda, com morada na Rua António Gonçalves, junto à Urbanização Quinta das Lágrimas, em Coimbra, ficou em 1.º lugar.
De acordo com a descrição oficial do concurso, trata-se de um pudim feito essencialmente com gemas de ovos e açúcar, cujo sabor se aproxima do tradicional doce de ovos cozido no forno. A textura é descrita como suave e húmida.
O 2.º lugar também ficou na região. Foi atribuído à Maminha de Freira, da empresa Sabores de Tentúgal, com sede em Tentúgal.
É um doce em forma de queque, com uma massa fofa e macia de gema de ovo, humedecida com um recheio rico em ovos.
E ainda houve mais uma distinção para Coimbra.
O 3.º lugar, ex aequo, foi conquistado por outra Maminha de Freira, desta vez da Pastelaria Visconde, na Rua Visconde da Luz, em Coimbra.
O júri descreve-a como um doce de forma arredondada, com textura macia e cremosa e sabor marcado pelo ovo e pelo açúcar.
O outro 3.º lugar, também ex aequo, foi atribuído ao Pastel de Tentúgal IGP, novamente da Sabores de Tentúgal.
Neste caso, o concurso destaca o contraste entre o folhado leve, delicado e estaladiço e o recheio de doce de ovo, de aspeto grumoso e consistente.
O Concurso OVO D’OURO foi criado para valorizar e premiar produtos agroalimentares e pratos gastronómicos cujo ingrediente principal seja o ovo ou um ovoproduto. O objetivo passa também por promover os produtores e dar a conhecer aos consumidores produtos avaliados por um júri especializado.
A avaliação é feita através de uma prova cega. Cada jurado recebe uma amostra anónima, identificada apenas por um código, sem referência ao produto, produtor, distribuidor ou importador. São avaliados aspetos como aparência, odor, sabor, textura e cor, além de características específicas de cada produto.
O júri profissional e credenciado é composto por cinco a 12 elementos e, para conquistar um dos três primeiros lugares, os produtos têm de atingir uma classificação mínima de 75%.
A edição de 2026 teve lugar no CNEMA, em Santarém, e os resultados foram agora divulgados oficialmente.
E há uma curiosidade deliciosa no resultado: os quatro produtos que ocuparam o pódio estão profundamente ligados à tradição dos doces de ovos da região de Coimbra e Tentúgal.
Entre pudins, maminhas de freira e pastéis estaladiços, a doçaria regional mostrou que, quando o ingrediente principal é o ovo, Coimbra e Tentúgal continuam a ter muito para dizer.
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