Um em cada cinco ministros portugueses não tinha experiência profissional considerada relevante para a área governativa que passou a tutelar.
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A conclusão consta de um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), divulgado esta segunda-feira, que analisou o percurso dos governantes portugueses desde 1976.
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O trabalho avaliou os perfis de mais de 500 governantes, procurando perceber de que forma fatores como a ligação aos partidos políticos, a experiência profissional e a formação académica pesam na chegada ao Governo e no desempenho das funções governativas.
De acordo com os dados apresentados pelo Jornal de Negócios, a maioria dos ministros tem experiência profissional relacionada com a pasta que assume. Ainda assim, 22% não apresentam uma experiência considerada relevante para a área que passam a tutelar.
O estudo mostra também o peso significativo das carreiras políticas na composição dos governos portugueses. Na escolha dos membros do Executivo, existe uma preferência por pessoas que já desempenharam funções governativas, reforçando a importância da experiência política no acesso aos cargos ministeriais.
Apesar deste predomínio, Portugal apresenta uma particularidade quando comparado com outros países do Sul da Europa: é o país onde existe uma maior presença de ministros independentes, segundo a análise citada pelo Jornal de Negócios.
A investigação da FFMS permite, assim, traçar um retrato dos diferentes percursos que conduziram centenas de responsáveis políticos ao Governo português ao longo das últimas décadas, cruzando a experiência profissional e académica com as ligações partidárias e a passagem anterior por cargos políticos.
A análise surge num contexto em que a escolha de ministros volta a levantar questões sobre a importância da experiência específica nas áreas que cada governante é chamado a tutelar.
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